terça-feira, 5 de maio de 2009


O que obviamente não presta...


Sempre me interessou muito. É incrível minha tendência ao vício. Eu não apenas gosto das coisas, eu fico louca. Obsessão define bem. Conheci uma série na 7ª temporada e adorei? Opa, vamos dar um jeito de assistir tudo desde o primeiro episódio, por que não? Mas como? Não sei, se vira. E isso que tô falando de séries de tv, hein, tem coisa que eu nem experimento porque sei que vou gostar e vai dar merda, sabe como? Só que às vezes acabo por não considerar o alto risco e pã, me jogo. E dá merda. Twitter. Eu achava a coisa mais idiota do mundo, até que minha chefe viajou, fiquei sem ter muito o que fazer, Blogger e Orkut bloqueados, twittei mais de 100 vezes em 1 dia. Quer dizer, viciei nessa merda. Não que eu saia seguindo todas as pessoas do mundo e desejando milhares de seguidores nem nada, mas acho muito engraçado ficar passeando por contas alheias e lendo o que as pessoas têm a dizer. Assim, no fundo ninguém tem nada a dizer, né, nada que me impressione, mas é legal mesmo assim. Beijo, me siga.

...

Tô me sentindo cansada, sem vontade de cantar uma bela canção. E tenho uma ideia fixa desde meados de abril, do tipo só-consigo-pensar-nisso. Envolve muita coisa e ainda não tá totalmente decidido, então não vou comentar por enquanto. Ainda tenho tempo, e prometi a mim mesma ponderar bem, colocar tudo na balança pra não fazer merda. O problema é que mesmo pensando muito, e eu penso demais, na hora H vivo fazendo merda, sou a Faz Merdinha da Estrela, então desejem-me discernimento.


Adoro a palavra discernimento, já deu pra perceber?



terça-feira, 28 de abril de 2009


A arte de conviver com idiotas.


Eu acho
engraçado gente que acha graça de tudo. Quer dizer, a pessoa tá ali, na merda, compartilhando uma história, uma história não feliz, uma história não alegre, uma história de merda, e os outros se escangalham de rir. E nada mais. Tudo bem, talvez a pessoa conte as coisas de uma forma meio engraçada mesmo, e sempre há o problema em ser irônico, mas os outros adoram o jeito sarcástico da pessoa, só não entendem porra nenhuma, né? Aí a pessoa fica prestes a largar de mão, mandar tudo pro caralho, porque não é do feitio da pessoa suportar muito tempo coisas que ela não entende, e a pessoa não entende gente que não entende, gente que não entende nada, nunca. E parece que toda gente é assim.

domingo, 19 de abril de 2009



Será que na vida tudo é passageiro?


Eu sou daquelas pessoas que usam o tempo no ônibus pra pensar, refletir, tomar decisões sobre a própria vida. E é por isso que eu odeio funk tocando no ônibus. Não sou obrigada. E é por isso que eu comecei a andar com aqueles fones de ouvido que a gente ganha da TAM na bolsa, pra jogar em cima de um funkeiro quando eu quiser pensar e ele não me permitir. Sério, não é uma ideia genial? Sempre imagino os aplausos dos demais passageiros pra mim. Enfim. Essa semana tive um dia, ora poxa que surpresa, estressante no trabalho, e a caminho da faculdade fui pensando que ah, posso chutar o balde, pedir exoneração do cargo comissionado, o crime não compensa, vou voltar a trabalhar só no período da manhã e nossa, que maravilha, tempo livre pra fazer o que eu quiser, uhul, vou poder dormir à tarde e... peraí, de que adianta tempo livre se eu não vou ter vários dinheiros sobrando pra aproveitá-lo? tempo livre pra pensar nas dívidas? ah, mas o importante é a qualidade de vida, de que adianta ter reais e viver estressada? só que gente, falta de dinheiro é tão estressante quanto uma chefe louca, tenho faturas a pagar, tenho viagens a fazer, a cerveja tá cara e o cigarro aumentou, acho que o crime compensa, sei lá, ah, que merda, a vida era tão melhor quando minha mãe escolhia minhas roupas e meu pai escolhia meus video-games... E nisso dois adolescentes conversando: "- mermão, se eu tivesse um rojão eu soltava aqui..." "- pra quê?" "- sei lá, pra desabafar um pouco..." e cara, isso externalizou tão bem meus sentimentos, hahaha, porque né, às vezes tudo que a gente precisa é soltar um rojão, assim, no meio das pessoas.


terça-feira, 14 de abril de 2009



Prático, normal!


Olha, pensei em várias maneiras de resumir meu feriadão, e acho tão triste deixar passar os pequenos detalhes... Mas enfim, o tempo é escasso, vamos lá. Digamos que foi qualquer coisa, menos um feriado santo. Sabe como? O bicho pegou. Pecado pra todos os lados. De gula a preguiça, de ira a luxúria. Uma coisa. Sem contar no que podemos chamar de pedofilia e adultério, hahaha. E o pior, minha gente, o pior é que não ficou um pingo de arrependimento ou ressaca moral. Ou o melhor, sei lá. Sei que me divirto, me divirto muito. Queria que todo mundo se divertisse como eu. Juro.



quando eu tiver setenta anos
então vai acabar esta adolescência
vou largar da vida louca
e terminar minha livre docência
vou fazer o que meu pai quer
começar a vida com passo perfeito
vou fazer o que minha mãe deseja
aproveitar as oportunidades
de virar um pilar da sociedade
e terminar meu curso de direito
então ver tudo em sã consciência
quando acabar esta adolescência



Paulo Leminski


quinta-feira, 9 de abril de 2009



Só rindo!


segunda-feira, 6 de abril de 2009


Mudo de assunto, gosto de azul.


Aí que minha chefa decidiu fazer umas mudanças na equipe e hoje exonerou mais uma Gerente. Normal, nenhuma grande surpresa. Só que a equipe dessa Gerente achou que seria uma ótima ideia ir tipos reclamar diretamente com o máximo poder, o chefe da minha chefa, mais conhecido como Prefeito. Rebeldes, hein! Ai, sério, gente sem noção me cansa. Bateram com a cara na porta, né, lugar de lavar roupa suja é em casa na sua Secretaria. Na boa, não é meio óbvio que a chefa tem autonomia para chutar as bundas que bem entender? Enfim, climão, comoção geral, um saco. E isso tudo me incomodou sob vários aspectos, mas principalmente porque deixou minha chefa com o pior dos humores e aí sobra pra mim, né, minha gente, e eu não mereço e não sou obrigada.

...

Aí que seguindo com dignidade o velho lema período que vem eu vou estudar, semana passada perdi uma prova porque, bem, eu não sabia que tinha prova. Antes mesmo da primeira aula, já tô arrependida de ter pego uma oferta especial de disciplina aos sábados porque, bem, é aos sábados. Hoje não fui pra faculdade porque, bem, eu não quis ir pra faculdade. Então estão todos convidados para minha colação de grau em 2017, okbjs.

...

Aí que passei o fim-de-semana numa choradeira só. Chorei litros assistindo Lar doce Lar, assistindo a presidiária se separando de sua bebê, assistindo Joelma e seu anjo da guarda Chimbinha, assistindo Big Brother... Chorei porque perdi o Agora é que são Elas do Leminski, que eu já tava terminando de ler. Chorei relendo Alta Fidelidade. E chorei de saudades de quem eu achava que não tinha mais saudades.

...

Aí que ultimamente eu só compro livros em sebos e ai, adoro. Rastreio a encomenda no site do Correio sem parar e quando vejo que já saiu pra entrega, nossa, ligo de 5 em 5 minutos pra casa perguntando se meu livro já chegou tipo o Burro e chego em casa dando pulinhos. É, pulinhos. Geralmente os sebos são bem honestos quanto ao estado dos livros e eu nem ligo que tenha nome e/ou dedicatória na contracapa nem nada, aí recebo livros com dedicatórias assim:

Você sumiu daqui.
Comprou uma cafeteira?
R.

Se você comprou uma cafeteira,
jogue fora...
você não toma
desistiu de tomar café!

que pena

você comprou uma cafeteira?
você anda desapareceu
comprou uma cafeteira?



Oi, alguém me explica? Porque assim, acho que qualquer um compraria uma cafeteira só pra nunca mais ter que tomar café com quem escreve uma coisa dessas, né? Alô, R., além de comprar uma cafeteira, essa pessoa vendeu seu presente a preço de banana pra um Sebo.

...

E é pra ler tudo!


sábado, 4 de abril de 2009



Gente, não, sério, quero registrar aqui todo o meu respeito pelas mulheres desse planeta que um dia se dispuseram (e conseguiram) fazer dieta. Não, sério, gente, admiração eterna. Porque porra, não tem como. Não sei se é porque eu nunca precisei privar meu corpinho magro de nada - sempre ingeri todas as calorias do mundo com muito orgulho com muito amor - ou porque não tenho a menor força de vontade pra nada mesmo, mas minha dieta tá rolando mais ou menos assim: quinta-feira, primeiro dia, abri mão da Coca e do ovo frito no almoço mas aí fiquei meio deprimida e tomei um sorvetinho pra compensar, porque né, também não podemos radicalizar, mas aí chego na faculdade à noite e como dois saborosos espetinhos de frango com queijo e dois maravilhosos bombons caseiros, acompanhados de er, Coca-Cola? Digno. Aí vem sexta-feira, segundo dia, mas é dia de feijoada no restaurante e não dá pra abrir mão de feijoada na sexta e feijoada pede um ovinho frito e clama por uma Coca geladinha e ah, sorvetinho na sexta pode, né, porque é sexta e tal e no fim de semana a gente pode abusar um pouquinho e chega a noite e eu vou pro bar e tomo mils cervejas e vou pro pagode queimar parte dessas calorias e chego de manhã em casa e como um miojo com requeijão antes de dormir. Cadê dieta?

quarta-feira, 1 de abril de 2009


Coloquei silicone na barriga.

Meu nome é Lívia, eu peso 54kg e stol shokada. Quase alcancei esse peso uma vez, em 2005, depois de cerca de um mês malhando, e não porque tava ficando gostosa, claro que não, mas porque aquele mês na academia só serviu pra três coisas: gerar dores em todos os músculos do meu corpo, desperdiçar meu rico dinheirinho e triplicar minha conhecida fome noturna. Maus tempos aqueles.

Acho que eu devia estar feliz, pela primeira vez na vida meu IMC diz que sou normal e não subnutrida, haha. O problema é que minhas pernas continuam varetas e meus braços continuam precisando de mais um furo na pulseira do relógio, enquanto minha barriga... quanta diferença! E as pessoas debocham quando digo que tô gordinha. É gordinha para os meus padrões, caralho! Porque eu aceito ser magrela, ok, já me acostumei, mas magrela com pneuzinhos? Isso nunca!

Aí defini que a partir de hoje diminuiria a Coca-Cola (tomo mais de 1l todo dia, sério), comeria menos no almoço (mais de 500g todo dia, sério) e pararia de comer ovo frito todo dia e pararia de tomar sorvete todo dia e essas coisinhas à toa que me fazem perceber que de acordo com a minha alimentação eu devia pesar uns 140kg. Só que tive uma manhã estressante e precisei aliviar a tensão na churrascaria. Começo minha espécie de dieta amanhã.

E como uma coisa leva à outra...

Da série coisas que eu não suporto:

Pessoas que citam "mentira" na lista de coisas que não suportam, no Orkut.

Valeu, hein, super boto fé em quem jura dizer a verdade somente a verdade nada mais que a verdade, aham!

Feliz dia da mentira e beijo, me liga.

quinta-feira, 26 de março de 2009



Mulheres que amam futebol.


Tem gente que não sabe nem meu nome e sabe que eu torço pro Vasco. Aliás, tem gente que só me chama de Vascaína. E eu gosto, porque o Vasco faz mesmo parte da minha identidade, e eu me orgulho disso. Ontem eu tava vendo a nova (é nova?) propaganda da Skol e fiquei meio puta porque né, machista até, como se só homens fossem torcedores, e gente, tempos modernos, super posso ficar sentada de boa assistindo um jogo e solicitando ao amor que me traga uma cervejinha de vez em quando e olha, parando pra pensar, já fiz isso muitas vezes, hahaha. Whatever, rolou toda uma identificação com o comercial - ultimamente me identifico com quase tudo que vejo-leio-ouço. Na sequência veio o jogo do Vasco e é incrível como eu sempre me arrepio quando vejo meu time, seja no estádio, seja na televisão, seja numa final de Mundial, seja num Vasco x Mesquita. Enfim, é um amor que não se explica, na alegria e na dor, e só quem é torcedor de verdade sabe do que eu falo.



Pra nunca mais esquecer:
Domingo, 22 de março, depois do Vasco 2 x 0 Framengo.



Ah, detalhe: Quando chegamos a esse bar, depois de zuar tudo cidade afora, um cara chegou no meu amigo que tava no caixa, perguntou se ele tava com a turma agitada de vascaínos e diante da confirmação entregou 35 reais "pra gente tomar umas cervejas"! Amei litros!

sábado, 21 de março de 2009


Tá ruim, tá ótimo!


Ai, gente, quem eu estava tentando enganar? Super não faz meu estilo ficar por aí com cara de cu murmurando que a vida é uma bela bosta. Não que agora eu esteja achando tudo divino e maravilhoso, claro que não, mas ah, tá ruim mas tá bom, redondo é rir da vida, não é mesmo? E eu tô rindo. Mas quero encerrar a série de posts depressivos com uma historinha, ó:


Ontem rolou Los Hermanos e Radiohead no Rio e eu não fui. Bandas da minha vida, sabe, e eu não fui, por motivos de força menor, nem vale a pena citar. Pois bem, enquanto rolavam os shows da minha vida, eu saía da faculdade, meio triste, desanimada e sem vontade de cantar uma bela canção, negando convites pra nights diversas. Peguei a caroninha usual até o meio do caminho e no exato momento em que desci do carro começou a maior chuva de todos os tempos desde o dilúvio de Noé. Ok. Só que nesse meio do caminho as opções de ônibus param num ponto que fica meio longe da minha casa. Tudo bem, quem tá na chuva é pra se molhar, e o que são 10 minutinhos de caminhada embaixo de uma tempestade? Vamos lá, enfia o que dá na bolsa, tira as sandálias, dobra as barras da calça e corra pela sua vida! Ou apenas caminhe, porque né, não é muito inteligente correr sem enxergar absolutamente nada diante do seu nariz. Enfim. Muito tempo depois, quando finalmente consegui chegar, exausta e encharcada, abro o portão, subo a escadinha da portaria e nesse exato momento para de chover. Não, sério, foi de uma poesia ímpar, olhei pro céu como quem diz you have got to be kidding me e virei as costas, assim, resignada. Aí a porta de vidro decidiu não abrir, a fechadura emperrou, a chave agarrou. E eu tava quase mijando nas calças. Joguei a sandália no chão, a bolsa no chão, a pasta no chão, e fiquei chacoalhando a chave e a porta, sem sucesso, enquanto o xixi começava a sair. E aí, pela primeira vez desde o início dessa aventura, eu tive vontade de chorar. Mas não o fiz. Respirei, me concentrei e consegui abrir a maldita porta. E aí pude me olhar no espelho, enquanto o elevador não chegava. E comecei a rir. Subi, tomei banho, comi e fui olhar minhas coisas. Todas as bordas da Marie Claire, da Época, do Sudoku, das apostilas da faculdade, das cadernetas e do meu Alta Fidelidade novinho completamente encharcadas. Fora minha carteira, meu cigarro, o isqueiro e tudo o mais. Depois não entendem por que as pessoas cometem suicídio... Mas tá, eu não dei cabo da minha vida, só deitei na cama, pensei no Thom Yorke, deixei cair uma lágrima, cantarolei it's all wrong... it's all right... e dormi.


E é isso que acontece quando eu decido não beber, quando eu decido não sair, quando eu decido dormir cedo numa sexta-feira, tão vendo? Cu!